terça-feira, 20 de abril de 2010

Com os pés bem assentes na terra....

Por estes dias, anda para aí um vulcão islandês a expelir cinza e a parar praticamente todos os aviões do hemisfério norte, o que tem levado milhares e milhares de pessoas ao desespero e empurrado a economia ainda mais para o fundo. (digam a verdade, antes disto quantas vezes já se tinham apercebido que aquele país existia?).
Bom, seja como for, quis me solidarizar com toda essa gente que viaja durante horas de comboio ou de autocarro pelas estradas da Europa só para tentar chegar a casa.
Mas não me apetecia muito escrever,sabem como é a preguiça....
Foi então que me lembrei do célebre discurso produzido pela Sofia no aeroporto de Frankfurt, a caminho da Dinamarca e, mais tarde reproduzido por mim e pela Ana noutras circunstâncias (foi este último o utilizado). Aqui fica um pouquinho de filosofia de Terminal de aeroporto:

"Penso que aquele aeroporto é um dos lugares que melhor demonstra a falta de interesse que as pessoas hoje têm umas pelas outras e, por outro lado, aquilo que sempre será o melhor do nosso mundo, os sentimentos.
Ali, na zona de trânsito apenas vi pessoas atarefadas, passando apressadamente para as suas portas de embarque, sem sequer reparem nas caras daqueles com quem se cruzavam. Mesmo os que, como nós tinham de esperar pela partida do seu voo, dedicavam-se quase sempre a actividades individualistas como ler, ouvir musica com “phones” ou até mesmo aproveitar para trabalhar nos seus computadores portáteis. Poucos eram os que conversavam.
Porém, se estivéssemos na área das chegadas, certamente que veríamos pessoas a abraçar-se, lágrimas a correr ao avistar alguém querido que deixara muitas saudades, beijos apaixonados…. tudo o que demonstra que o amor existirá sempre enquanto existirem homens, mesmo que estes também sejam capazes de cometer os maiores actos de ódio."



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Imagens que valem por todas as palavras do mundo

Este vídeo foi parar ao facebook à custa de um ani-portuense arrependidíssimo (como seria de esperar) que me quis pedir desculpa por ter demorado quase dois anos a entender aquilo que eu me farto de expôr aqui. Quer dizer,para ser franca não e bem da cidade que ele tem saudades,mas vamos fazer de conta...
Seja como for, quando vi,fiquei inesperadamente comovida com as imagens, eu admito, não estava a espera que fosse tão forte.
Acho que até agora é a melhor ilustração do espírito de Cidade das Sombras que já encontrei e duvido que possa haver melhor. A quem fez a selecção, os meus mais sinceros parabens.
Ao "caramónico", mil obrigados, do fundo do coração adorei a homenagem e foi um dos presentes mais bonitos que ja me ofereceram....estas sempre a dizer que eu faço tudo por ti, acho que agora estamos quites porque posso dizer, que es das poucas pessoas que me entendes realmente e este video demonstra isso!


segunda-feira, 15 de março de 2010

Palhaçada no parlamento

So falta dizer que o senhor em causa é sobrinho do Dr. Mario Soares!!!!

Sem palavras....

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Just a inocent joke

Sócrates foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de
uma comitiva.
Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações de seu governo, disse às criancinhas que iria responder perguntas.
Uma das crianças levantou a mão e Sócrates perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- PAULINHO. (lembre-se bem deste nome)
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas:

1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?

Sócrates fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o
recreio toca, ele aproveita e diz que responderá depois do recreio.


Após o recreio, Sócrates diz:
- Porreiro Pá, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas.
Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Sócrates aponta para ele.
- Pode perguntar, meu filho. Como é o seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:
1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
4ª)Por que é que a campaínha do recreio tocou meia hora mais cedo?
5ª)Onde está o PAULINHO??

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A cidade da Républica

É com enorme prazer que comemoro o primeiro aniversário do meu blog, com a minha cidade das sombras no centro das atenções. Que outra forma melhor haveria?

Este fim de semana, no Porto, reinou a agitação. Motivo: a abertura das comemorações do primeiro centenário da Républica portuguesa com a evocação dos acontecimentos de 31 de Janeiro de 1891 .Eu sei que nao faz 100 anos sobre esta data, mas ela está indissoluvelmente ligada à República, pelo que não podia deixar de ser celebrada em conjunto com ela.
Como cidadã activa e particpativa, replublicana (sim, admito que mais por hábito do que por convicção) mas acima de tudo como portuense convicta decidi empenhar-me a sério nesta comemoração. Mas antes de falar sobre a festa propriamente dita, fica aqui um pequeno resumo dos acontecimentos que agora se celebram....só para os mais distraídos!

Na madrugada do último dia de Janeiro de 1981, um ano após o Ultimato Inglês, um grupo de soldados dirigidos por sargentos marcharam pela cidade em direcção ao então Campo de Sto.Ovídeo, actual Praça da Républica. Aí juntou-se-lhes um outro grupo liderado pelo Alferes Malheiro e, juntos, desceram pela Rua do Almada em direcção à câmara municipal que se situava mais ou menos onde hoje é a Praça da Liberdade. Pelo caminho, uma multidão de portuenses juntou-lhes em romaria, aplaudindo e incitando-os, oferecenho-lhes água e comida e colocando colchas brancas nas janelas.
Da varanda da câmara municipal (o edifício já não existe, mas as suas famosas varandas foram mantidas pela cidade e tranferidas para os jardins do Palácio de Cristal e ainda lá estão oferecendo um excelente local para namoro e fotografias, estou certa, teresinha?) Alves da Veiga procalmaou pela primeira vez a Républica no nosso país e, terminado o seu discurso de improviso, o sargento Abílio gritou "Viva a Répública!" sendo imitado pela multidão.
Depois o numeroso grupo começou a subir a Rua de Sto. António (31 de Janeiro desde o 25 de Abril), tendo como objectivo tomar os correios e o telégrafo da Praça da Batalha. Mas na escadaria da igreja de Sto. Idelfonso aguardava-os um destacamento da Guarda Munincipal que não se coibiu de abrir fogo sobre a multidão. Em minutos a rua ficou coberta de mortos e de feridos. Algumas balas dos revoltosos deixaram mesmo marcas nas paredes da igreja, acho que ainda lá estão, à esperda de serem vistas. Entedem agora de onde surgiu a conhecida expressão nortenha " Armar um trinta e um"?
Bom, dezenas de pessoas foram detidas e levadas para julgamento num barco atracado ao largo de Matosinhos pois as autoridades temiam um levantamento em massa da população da cidade.

Falhanço ou não, certo é que o Porto foi a primeira cidade republicana do país e o primeiro lugar onde se tocou "A Portuguesa", por favor lembrem-se disto quando no Mundial de 2010 ouvirem tocar nosso hino! Malhas que o império tece, a "sargentada" ficou esquecida na história cabendo a Lisboa todas as honras da Implantação da Républica, embora só o tivesse feito quase 20 anos depois de nós.

As comemorações começaram no final da tarde de dia 30. Descemos à Av. dos Aliados e aí ofereceram-nos um panfleto com a programação oficial, e, porque estamos no Porto, uma capa de plástico para nos protegermos da eventual chuvada! XD
A reconstituição dos acontecimentos estava marcada para as 18.30 mas só começou meia hora depois, valeu nos a música Celta enquanto esperámos.
Da Rua do Almada surge então uma multidão de soldados e gente vestida à época, ouve-se o hino e da varanda do edifício do Banco de Portugal, o conhecido actor portuense António Reis proclamou a República. Tão concentrado que estava no espírito da época, esqueceu-se de que em 2010 existem microfones e numa pausa do discurso deixou fugir um carismático " Tira a bandeira da minha frente cara**" para o actor que estava ao seu lado" .
Findo o discurso gritou-se "Viva a Républica!",os portuenses de hoje aplaudiram e no céu rebentaram foguetes e fogo de artifício que fizeram levantar as aves da avenida.
Depois os soldados prefilaram-se e "dispararam" uns quantos tiros, a multidão de 2010 afastou-se para deixar passar os cavalos da GNR que vinham da 31 de Janeiro substituindo a Guarda Municipal da época. As pessoas rodearam os dois grupos, deu-se o confronto, ali mesmo frente ao Banco, foi disparado um canhão também ele oitocentista e no fim, restaram no chão vários corpos representantdo os mortos e os feridos da revolta (felizmente estes levantaram-se pouco depois). Foi quase tão improvisado como a própria revolução mas por isso mesmo genuíno...valeu a pena. Quem viu nunca mais esquece!

Depois do jantar, rumámos ao coliseu onde quatro consagradas vozes portuenses: Rui Veloso, Sérgio Godinho ,Rui Reininho e Pedro Abrunhosa se juntaram num concerto único e irrepetível!
Haveria muito a dizer mas fica no segredo só posso dizer que me arrepiei de ouvir a sala inteira entoar a "Pronúncia do Norte" num dueto Reininho/ Abrunhosa, bem melhor que o original e que quase me vieram as lágrimas aos olhos com o "Porto Sentido" que aliás foi o texto com que abri este blog, há um ano atrás.

A manhã de 31 ficou reservada às cerimónias de Estado e, por isso descemos de novo à avenida. Foi hasteada a bandeira, ouviu-se o hino e, passando a parada militar à frente que, por motivos pessoais detesto, restaram os discursos das individualidades.
O primeiro a falar foi o Dr. Artur Santos Silva, presidente da Comissão para a Comemoração do Centenário da República, ilustre portuense originário de uma família impecável de republicanos e homens de Estado. Foi um discurso intenso, carregado de valores onde a história da cidade se cruzou com a da sua própria família. Não estivesse já de pé e ter me ia levantado para aplaudir este senhor, nobre e digno socialista (uma raridade nos dias que correm!)
Veio depois o sr. 1º ministro José Socrates, que não se livrou de umas vaias antes de começar a falar. Um discurso pacífico e unificador admito, mas um tanto ao quanto vazio de conteúdo. Além disso sobram críticas: era uma cerimónia, não um comício,por isso era dispensável o tom de campanha eleitoral e foi uma pena só se ter lembrado das virtudes dos portuenses no final do discurso. Mas recordarei para sempre as suas palavras, Sr. 1º ministro "O Porto foi e continua a ser um grande símbolo de liberdade." Garanto-lhe que tudo farei para as manter verdadeiras ....mesmo que seja contra a sua vontade!
Por fim, o Sr. Presidente da República encerrou a pompa,com um discurso semelhante mas mais valorativo e sem dúvida com uma forma muito mais elaborada, onde abundavam as citações de homens ilustres da 1ª República. Foi um pouco entediante, mas valeu a pena vê-lo quebrar todas as regras do protocolo (quem trabalha nestas coisas sabe a dor de cabeça que é!!!) e avançar a pé avenida fora para a Câmara cumprimentando com apertos de mão todos os que lhe apareceram no caminho. Grande carácter, sem dúvida!

De tarde ainda houve abertura de uma exposição fotográfica sobre a resistência republicana no período da ditadura no Centro Português de Fotografia na antiga Cadeia da Relação, na Cordoaria. Mas essa fica para o próximo fim de semana que tanta actividade cultural ainda faz mal ao cérebro!

E à noite ainda podíamos ir ao Ateneu Comercial a uma conferência com ao Grão- Mestre da Maçonaria, porque a organização e a República estão indissoluvelmente ligadas (aliás, lamento desiludir os mais crédulos mas o verde e vermelho da nossa bandeira nada têm a ver com o sangue derramado dos nossos antepassados e com os campos verdejantes de Portugal, como vos ensinaram na escola, são antes as cores da Maçonaria). Mas como ia dizer, eu, por mim fujo de tudo o que seja secreto. E o melhor mesmo é ir para casa que esta República toda já me está a dar fome!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Senhoras donas, por favor!
2008-09-28
Por Alice Vieira

Cada país (cada língua, cada cultura) tem a sua maneira específica de se dirigir às pessoas. Mal passamos Vilar Formoso, logo toda a gente se trata por tu, que os espanhóis não são de etiquetas nem de salamaleques.
Mas nós não somos espanhóis.
Também não somos mexicanos, que se tratam por "Licenciado" Fulano. Nem alinhamos com os brasileiros, para quem toda a gente é "Doutor", seguido do nome próprio: Doutor Pedro, Doutor António, Doutor Wanderlei, etc..
Por cá, Doutor é seguido de apelido, e as mulheres, depois de passarem por aqueles brevíssimos segundos em que são tratadas por "Menina", passam de imediato-- sejam casadas, solteiras, viúvas ou amigadas, sejam velhas ou novas, gordas ou magras, feias ou bonitas, ricas ou pobres -à categoria de "Senhora Dona".
Mas parece que uns estranhos ventos sopraram pelas cabeças das gerações mais novas que fizeram o "dona" ir pelos ares ou ficar no tinteiro. Quando recebo daqueles telefonemas que me querem impingir tudo o que se inventou à face da terra-- desde "produtos" bancários que me garantem vida farta, até prémios que supostamente ganhei por coisas a que nunca concorri-sou logo tratada por "Senhora Alice." Respondo sempre: " trate-me por tu, se quiser; ou só pelo meu nome, se lhe apetecer; mas nunca por Senhora Alice".
Mas o cérebro destes pobrezinhos não foi formatado para encontrar resposta a estas coisas, e exclamam logo: "ah, então não é a Senhora Alice que está ao telefone!"
Eu sei que isto não é uma coisa importante, mas que é que querem, irrita-me quando oiço este tratamento dado às mulheres.
Tal como me irrita quando vejo/oiço um jornalista tratar por você alguém com o dobro da idade dele.
É uma questão de delicadeza. De respeito. E de saber falar português. Três coisas-admito-completamente fora de moda.
Pois qual não é o meu espanto quando, aqui há dias, na televisão, oiço o Senhor Primeiro Ministro referir-se assim à mulher (também odeio a palavra "esposa"…) do Comendador Manuel Violas. "A Senhora Celeste…." (não sei se é este o nome da senhora, mas adiante).
Fico parva. Nos cursos todos que tirou, ninguém lhe ensinou que as senhoras são todas "Senhoras Donas"?
Parafraseando livremente o nosso Augusto Gil, "que quem trabalha num call-center nos faça sofrer tormentos… enfim!/ Mas o Primeiro Ministro, Senhor? Por que nos dás esta dor? Por que padecemos assim?"



Subescrevo plenamente!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Vou começar a construir miniaturas da Torre dos clérigos

No passado dia 13 de Novembro, Silvio Berlusconi foi agredido na cara por um homem em fúria que utilizou para tal uma miniatura da Catedral de Milão.
Partiu dois dentes, o nariz e um litro de sangue.
O homem em causa infelizmente tinha problemas mentais. Assim, ninguém se apercebeu de que deve ser o único desgraçado em Itália a fazer alguma coisa contra aquele...( é melhor nao usar este tipo de linguagem!)
Vou contrutir miniaturas da Torre dos Clérigos (ou da Torre de Belém para eles saberem identificar) e aplicar o mesmo tratamento aos nosso políticos. Que tal
?




segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Era uma vez um muro que dividiu o mundo....



Comemoram-se hoje 20 anos sobre a queda do muro de Berlim, a parede que dividiu a Europa e o mundo durante mais de 25 anos.


Foi na noite de 8 para 9 de Novembro de 1989 que "o muro caiu" e com ele o mundo mudou. Este foi o ano em que a maioria de nós nasceu e por isso, é natural que não saibamos nada sobre o modo como tudo se passou e muito menos sobre como era o mundo no tempo em que existia o muro.


Gostava de poder ajudar mas a verdade é que eu nasci ainda mais tarde. Vou tentar fazer o melhor que sei.
Assim, após a II Guerra Mundial, a cidade de Berlim ficou dividido em duas partes: o lado oeste, ocupado pelos Aliados (GB, França,EUA) e o lado este, de domínio soviético. Ao meio encontrava-se o famoso "Checkpoint Charlie" e a Porta de Brandeburgo.


O mundo começara entretanto a separar-se cada vez mais entre o mundo ocidental, capitalista, de influência americana e o mundo comunista dominado pela União Soviética e países satélites como a (Checoslováquia e a Roménia...).


Em 1961, as autoridades do Leste decidiram contruir um enorme muro de betão que travasse a crescente migração de cidadãos qualificados dos vários países do Leste para a Alemanha oeste (a então RFA enquanto que o lado este se designava por RDA).


E assim, a cidade de Berlim, a Alemana, a Europa e o mundo ficaram divididos por uma gigantesca a parede de betão.


Mas para além da prede em si, a divisão mais perigosa era,sem dúvida a "linha da morte": quilómetros de arame farpado que separavam os dois lados nos arredores da cidade e nos quais, soldados armados (dos dois lados) tinham ordem para disparar a matar sobre quem se atrevesse a tentar passar a barreira.



Em 1989, o poderio da a União Soviética balançava sob influência da "perestroika" , conduzindo ao desanuviamento das relações entre o Este e o Oeste, o que, por sua vez ,permitiu a moblização popular dos descontentes com o muro para o seu derrube.


Nos dois anos seguintes(até 1991) estalaram revoltas populares contra o comunismo em todos os países do Leste e, um por um, os países da esfera soviética foram cedendo ao inevitável.


E assim, o mundo mudou....





Factos:



  • à 1da manhã de domingo,13 de agosto de 1961, milhares de soldados armados da RDA, começaram a contrução do muro que iria isolar completamente a zona de Berlim ocupada pelos Alidos, dividindo a cidade em duas.


  • enquanto o muro estava ainda em construção, o guarda fronteiriço Conrad Schumann (19 anos) fugiu por cima de rolos de arame farpado com a arma caindo do braço e o casaco em farrapos;


  • às 6 horas da manhã, são fechadas todas as 193 ruas que estão nos extremos das fronteiras. Os berlinenses de ambos os lados, ao acordar, encontram-se incomunicáveis com as famílias e os amigos do outro lado;


  • em setembro de 1961, a vista de Berlim Oeste para o Leste da parte de cima de um autocarro torna-se atracção turística;


  • as crianças que nasciam em ambos os lados eram muitas vezes mostradas aos familiares que viviam do outro lado, erguidas nos braços dos pais acima do muro.


  • em outubro de 1961, dois polícias da RFA ajudam um rapaz de 17 anos a passar por cima do Muro;


  • acenar era uma das raras formas de tomar contacto com amigos e família do outro lado do muro;


  • na Beranuer strasse, junto ao muro, as janelas dos prédios foram tapadas com cimento para evitar fugas do lado Este para o Oeste;


  • o muro interrompia o acesso ao mais famoso marco de Berlim, a Porta de Bradenburgo, com 170 anos, mandada construit por Guilhereme da Prússia e que, ironicamente, representava a paz;


  • Peter Fecter, de 18 anos, morreu ensaguentado após ter sido baleado enquanto subia muro em 17 de Agosto de 1962. Ninguém o ajudou pois ambos os lados temiam que o outro disparasse. Como reacção, berlinenses ocidentais apederjaram o muro;


  • "Eu sou um berlinense" foi a declaração memorável do presidente dos EUA, John F. Kennedy durante uma visita a Berlim em 26 de Junho de 1963. Foi um impulso moral para Berlim Oeste que temia a ocupação pelos comunistas;


  • em 29 de Março de 1981, o muro abriu pela 1ª vez durante 7 dias 20 anos, permitindo aos cidadãos de leste visitar cidades do lado ocidental;


  • ademolição começou a 9 de Novembro de 89, vieram pessoas de toda a parte com martelos. Em poucas semanas os bulldozers reduziram o muro a pedaços;


Os números:



  • muros externos: 155 Km


  • vedações: 2861,55Km


  • torres de vigilância: 302


  • investidas com cães: 259


  • mortos ao tentar passar o muro: 136


  • mortos ao tentarem ultrapassar a fronteira leste/oeste: 1347


  • fugas com êxito (estimativa): 5000


  • números de soldados que fugiram: 2000


Fugas espantosas:



  1. 8 berlinenses a bordo de um barco de turismo conseguiram que o capitão e o maquinista se embriagassem e escaparam para um porto do ocidente;


  2. 2 casais e os seus 4 filhos fabricaram um balão de ar quente e passaram para o ocidente;


  3. um automóvel, que de tão minúsculo, não foi revistado, mas tinha sido adaptado para esconder um ser humano e atravessou 9 vezes a fronteira com fugitivos;


  4. um maquinista conduziu uma composição do metro a alta velocidade e passou a fronteira com 24 amigos e familiares;


  5. um engenheiro nadou 22Km puxado pelo seu mini-submarino de fabrico caseiro para um porto ocidental no báltico;



outros muros:



  • linha da paz: divide bairros protestantes e católicos na Irlanda do Norte


  • muro divisório entre a parte Grega e a parte Turca da ilha de Chipre


  • muro que isola os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla no Norte de África, para travar a emigração ilegal;


  • muro que separa a fronteira dos EUA e do México para combater o tráfico de droga e a emigração ilegal;


  • muro que isola a cijordânia (constraído por Israel)


  • muro em contrução que isola duas favelas do Rio de Janeiro(alegadamente para proteger a floresta tropical);

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Limpar Portugal!

Limpar Portugal!
A ideia é simples.
Vamos criar uma onda de activismo cívico.

Convidamos, todos aqueles que se preocupam com o ambiente a juntarem-se a nós, para limpar-mos todos os resíduos ilegais do nosso país que se encontram espalhados pelas nossas florestas, estradas, trilhos e outras áreas públicas, num só dia.Para tal, basta que se inscrevam em - http://limparportugal.ning.com/ - e depois adicionam-se ao concelho que mais gostem.

A ideia não é nova, a 3 de Maio de 2008, cerca de 50000 voluntários na Estónia recolheram cerca de 10.000 toneladas de resíduos ilegais num só dia. Para compreenderem bem a ideia, vejam a reportagem desta história .



Junte-se a nós!
NÓS VAMOS, E TU, VAIS FICAR NO SOFÁ...

Visite LimparPortugal em:
http://limparportugal.ning.com/

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Justiça ou barbaridade?

No próximo dia 10 de outubro (sábado), vai comemorar-se o Dia Europeu contra a Pena de Morte. De facto, na Europa já passaram mais de 50 anos desde o fim das execuções (excluindo o espaço que foi da ex-URSS), e em Portugal ainda mais pois o último condenado à morte foi enforcado em 1849.

Talvez porque nessa época nem os meus trisavós eram vivos, não creio que existam no meu código genético nem no de nenhum português condições para aceitar a pena capital como castigo contra os crimes mais graves.

Quando pensamos na palavra "execuções" vêm nos à cabeça os países muçulmanos e do extremo oriente ou mesmo de África, onde os sistemas jucidiciais estão completamente bloqueados pela corrupção, onde os mecanismos não funcionam de uma forma que se assemelhe minimamente à justiça, em que existem conflitos militares ou em que o atraso civilizacional é grande, impedindo que o direito à vida seja considerado um valor fundamental.

Mas não vamos por aí.

Estou a ver um episódio de uma conhecida série americana e fiquei enjoada. Nem sequer consigo expõr as reflexões que dali retirei coerentemente.

Nos EUA existe pena de morte. Isso por si só e grave. Mas muito pior que isto é o modo como ela é aplicada.

Assim, nos EUA, o sistema judicial funciona sempre a través de tribunais de jurí. Os jurados são escolhidos aleatoriamente entre a população local, devem assisitr ao julgamento na totalidade e no final votam a culpa ou inocência do réu. O juíz pode apenas pronunciar-se relativamente a metérias de Direito, ou seja, aos trâmites do processo e à aplicabilidade ou não aplicabilidade das leis em causa (isto numa explicação simplificada para os leitores que não estudam Direito).

As condenações à pena de morte funcionam no mesmo modelo.
O que acontece é que, por não terem quaisquer qualificações jurídicas, os jurados são, muitas vezes, mais influenciados por factores externos ao caso do que propriamente pelos factos em si. Ou seja, têm mais tendência a aceitar as provas apresentadas por testemunhas que consigam trasnmitir maior emotividade e sentimentalismo (uma carecteristica tão americana!) no discurso, e os argumentos de advogados com maiores poderes de retórica.

Claro que não chegamos aos extremos de alguém ser condenado à morte apenas porque o júri gostou mais da expressividade das testemunhas de acusação do que das de defesas, porque o que mais conta são as provas, mas ainda assim existe uma margem muito grande em que a interpretação fica dependente de factores exteriores ao caso. E que em caso de dúvida pode mesmo ser decisiva.

E depois, deixam-nos escolher qual querem que seja a ementa da sua ultima refeição mesmo antes de levarem a injecção letal!!!!!

Agora pergunto, é este o país que todos os fins de semana aceitamos como modelo civilizacional,ao consumirmos os 3 filmes diários que as televisões nos oferecem? É este o país que se assume como representante do mundo ocidental, e da cultura humanista e liberal?

Deixo-vos a pensar sobre isto, mas sem antes referir outra falha grave do grandioso modelo de justça anglo-saxónico, no qual se inspira o sistema americano e que tão orgulhosamente é exposto no cinema e televisão como se fosse quase perfeito.

Em Inglaterra, um jovem português foi condenado e esteve preso cerca de um ano (defenitiva e não reventivamente), acusado de matar a namorada. Única pova do crime: uma imagem pouco nítida e a preto e branco, de uma câmara de trânsito, situada num ponto alto, onde a jovem aparece supostamente com a carteira ao ombro, pouco antes de desaparecer, mala essa que mais tarde foi encontrada pela polícia no apartamento onde os dois viviam.
Devo dizer que já por varias vezes vimos essa imagem cá em casa, nos telejornais e ninguém se atreve a afirmar com certeza que o traço mais escuro junto ao corpo da rapariga é de facto a alsa da referida mala. Só o tribunal inglês é que não teve quaisquer problemas em fazê-lo.

Voltando agora a Portugal. Passamos a vida a queixar-nos de que a justiça em Portugal funciona mal, que os tribunais são lentos, que as condenações são un desastre, que a pena máxima é de 25 anos quer se mate uma pessoa ou 100, que os corruptos nunca são culpados, que o novo Código Penal impede os juízes de actuar como deve de ser,etc.

É tudo verdade, está certo mas hoje não posso deixar de concordar com aqueles autores defendem um principio de Direito básico "in dubio pro reu", que é como que diz " em caso de dúvida dá-se o tratamento mais favorável ao réu".

Digo, sem medo, mais vale, 100 assassinos, violadores, corruptos á solta do que um único inocente na prisão.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

As amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Sophia de Mello Breyner Andersen

sábado, 5 de setembro de 2009

Eles andam aí....

Desde há muito tempo que sentia estar em dívida para uns quantos amigos…e amigas, pois sempre achei que um dia haveria de escrever algo relacionado com os ideais que perfilham. Refiro -me àqueles tontinhos que colam autocolantes com a bandeira azul da monarquia na traseira dos carros, ou que colocam mini-estandartes com o mesmo símbolo junto do telefone e que compram pratos decorativos alusivos ao nascimento dos filhos do D. Duarte Pio de Bragança (isto considerando que é efectivamente este o legítimo herdeiro do perdido trono português, descendendo de D. Miguel, e não os Duques de Loulé, descendentes de D. Pedro).
São estas pessoas que citam frequentemente um estudo da extinta revista “Flash” que afirmava que os portugueses, pelo menos no seu íntimo, eram monárquicos uma vez que as vendas da referida revista subiam cerca de 40% de casa vez que os Duques de Bragança apareciam na capa, e que afirmam que uma vez que o Presidente da República ocupa mormente funções representativas, essas funções poderiam facilmente ser desempenhadas por um rei, como aliás acontece na maioria das nações europeias mais desenvolvidas (Suécia, Noruega, Dinamarca, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Espanha…) - como estudante de direito permito-me discordar neste ponto, mas apresentarei apenas os argumentos mais frequente utilizados pelos apoiantes da causa monárquica.


Quando decidi tratar este tema, pensei começar por abordar o carácter monárquico ou republicano da cidade do Porto. Mas acabei por ficar com dúvidas.
Por um lado, o Dr.Júlio Couto – conhecido escritor portuense - afirmou recentemente numa entrevista que o Porto é uma cidade marcadamente republicana, referindo-se aos acontecimentos de 31 de Janeiro de1891, quando pela primeira vez a república foi proclamada no nosso país, mais concretamente à varanda da câmara municipal cidade do Porto. Todavia, a revolta primou pelo amadorismo e não durou mais do que umas horas
No entanto, foi também no Porto que a 19 de Janeiro de 1919, na sequência de um golpe de estado resultante do assassinato do Presidente da República Sidónio Pais foi restaurada a chamada "Monarquia do Norte”, que duraria até 13 de Fevereiro do mesmo ano. Situação esta que contraria definitivamente a tese do Dr. Júlio Couto

Enquanto eu me debatia com este entrave histórico e procurava a melhor maneira de abordar este assunto, os acontecimentos ultrapassaram-me.
Em 2009, ano de crise económica e social, de múltiplas eleições, e quando se aproxima a comemoração dos 100 anos sobre a implantação (definitiva) da Républica em Portugal….os monárquicos começaram a sair do armário e a demonstrar que são, como eu já sabia, mais do que os filhos da fidalguia rural falida, toureiros ou fadistas.
A primeira acção não passou despercebida, quando no dia 10 de Agosto, activistas do blog “31 da Armada” (
http://31daarmada.blogs.sapo.pt/) hastearam a bandeira monárquica na varanda da câmara municipal de Lisboa.
Todavia tiveram a infelicidade de retirar a bandeira do município que lá se encontrava e, por isso acabaram por ser responsabilizados criminalmente.

No dia 20 de Agosto, a proeza repetiu-se na praça da câmara municipal de cascais, e, embora a autoria da acção não tivesse sido reclamada por nenhum blog apoiante da causa monárquica, pelo menos desta vez tiveram a sensatez de não permitir qualquer enquadramento da acção como crime.
Ontem , 4 de Setembro, foi a vez da nossa cidade do Porto aderir ao movimento (tardou mas não falhou!). Desta vez, o trabalho fico a cargos dos seguidores do blog “Portugal Monárquico” (
http://portugal-monarquico.blogspot.com/) e não se ficou por um simples hastear da bandeira….


Para terminar, um abraço a todos os monárquicos de Portugal, e em especial aos que conheço, pois apesar de não me sentir minimamente identificada com a causa, não deixo de admira a sua persistência….e rebeldia!

Reentré

Bom, e depois de umas largas semaninhas de descanso eis que volto agora a activar este blog, caído temporariamente no esquecimento.
Confesso que durante este tempo de paragem varias vezes me assaltaram duvidas sobre se deveria ou não continuar a escrever. Mas recentemente uma conversa com um amigo recordou me inesperadamente a razão porque comecei este blog e bastou então uma revisão aos comentários que foram deixados nos artigos que ao longo de cerca de 6 meses escrevi para perceber que não podia parar….
Por isso aqui estou eu, de volta à acção!

E já agora, apesar da proximidade de um acto eleitoral de tanta importância como as eleições legislativas de 27 de Setembro, prometo não publicar, pelo menos até lá, nenhum artigo de conteúdo marcadamente político.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Música para o coração



Já foi no dia 18,sábado, mas na minha cabeça parece que ainda foi ontem: os sons, as luzes, a energia das pessoas, o rio ali ao nosso lado e a animação estampada no rosto da minha maninha.
Para mim, sem dúvida que o último dia do Festival Marés Vivas foi a melhor noite de todo o verão!
A noite não começou exactamente da mesma forma como acabou,o que foi ainda melhor: foi em crescendo.
Saimos bastante tarde de casa, mal sabíamos o caminho para o Cabedelo e tivemos de deixar o carro a uma ditância de, no mínimo, um quilómetro do recinto de espectáculos (juro que não estou a exagerar!) .
Do concerto da Collbie Caillat só ouvimos duas musiquinhas e ainda assim fora do recinto,mas também não posso dizer que tenha ficado propriamente com pena!
O primeiro concerto que realmente ouvimos "na íntegra" foi o de Jason Mraz.
Admito que fiquei desiludida. À primeira vista parecia que a maioria dos espectadores seriam fãs do cantor: os chinelos de praia e chapéus pousados de lado no alto das cabeças evidenciavam o esse facto. Porém, a animação ficou aquém das expectativas, pelo menos pareceu-me. Só os êxitos realmente mais conhecidos conseguiram verdadeiramene a adesão do público. Não fossem os joguinhos vocais e a apropriação de dois êxitos alheios de grande renome e o concerto podia ter sido classificado como "morno".
Por fim, a banda por que eu tanto ansiava.
Para ser franca, até me custa expôr por palavras o que para mim representou aquele concerto depois do ano dificil por que passei.
Tocaram as músicas dos três álbuns, as canções que estou habituada a agregar aos melhores e aos piores momentos da minha vida. O resultado acabou por ser uma magnifica combinação de baladas cheias de tranquilidade e nostalgia com os recentes êxitos marcados pela luz intensa, cores vivas e sons de guitarras eléctricas.
Foram duas horas de glória em que a multidão vibrou com um astral que não podia ter sido mais positivo. Eu e minha mana sentimos aquelas músicas de forma muito intensa, querendo absorver cada som, cada palavra.... e acabamos por despertar um pouco a curiodidade das pessoas que estavam em nosso redor!
De facto, uma parte importante do concerto foi mesmo o facto de estarmos ali as duas, que partilhamos a mesma paixão e compreendemos aquela banda da mesma maneira! Claro que ainda falamos algumas vezes na nossa Ju....tivemos tanta pena que não pudesses lá estar!
Nunca mais vou esquecer aqueles momentos: ver pela primeira ao vivo os companheiros de tantos momentos, levantar os telemóveis para iluminar o ar durante o "You don´t see me", dançar despreocupadamente o "Perfect Simetry", olhar de relance para o outro lado do rio durante o "Somewhere only we know"e ver pequenos pontos de luz nos edifícios da minha cidade que tanto adoro. Também vou guardar para sempre as inúteis tentativas do vocalista da banda (Tom Chapiln) para falar português : "Biba Gaia!"; " Vocês são um bom pobo!" (soou a tradução da internet, não?).
Foi tão bom cantar o "Bedshaped" de mão dada no ar com a minha maninha, de rir com os movimentos energicos de toda a banda em palcos voltar para trás quando já estávamos perto da saída para ouvir o últimos dos três encores - uma versão soft de "Under Pressure" dos não menos britânicos Queen - quando já toda a gente estava convencida de que o espectáculo estava terminado.
E rio,calmo e sereno, sempre ali ao lado....
Quando regressava a casa recordei uma emoção que sentia quando era criança e associava sempre ao natal: fartamos-nos de esperar por um momento determinado, vivemos intensamente esse momento e quando acaba, percebemos que o melhor já passou e que foi extraordinariamente curto!
Parece complicado? Bom, eram 4.30 da manhã e estava a morrer de sono quando me ocorrerm estas ideias! XD








segunda-feira, 6 de julho de 2009

Balanço

Acabou. O meu ano de caloira já passou. Depois de hoje não haverá mais praxes, doutores arrogantes, desculpas para não estudar por ainda me estar a ambientar ao mundo universitário, métodos de estudo experimentais….
Apesar de tudo foi bom, foi óptimo. Sobrevivi às praxes, fiz grandes amigos e aprendi a organizar o meu estudo para alcançar bons resultados.
Esta entrada no mundo universitário foi na verdade muito mais fácil do que aquilo que eu esperava quando há um ano atrás acabei os exames e andava por aí apoiada nas minhas duas grandes amigas a tentar metalizar-me para os horrores da minha nova vida. XD
Talvez a resposta para as minhas inquietações tenha acabado por ser a carrada de amigos que acabei logo por fazer na universidade, a minha família académica que me tem protegido, apoiado e divertido sempre que foi necessário. Um grande obrigado à madrinha, à titia vera, à Diana Cherrry, à Catarina e à Inês, ao Rui, à Branquinha, ao Roberto, aos Filipes, ao Hugo, ao Patrício e claro, à Marta! Espero não me ter esquecido de ninguém.

Mas a lição mais importante que acabei por retirar deste ano de mudanças foi a de que nem sempre aquilo que julgámos garantido dura para sempre. Aqui à um ano atrás, o “grupinho do secundário” por ai a jurar que íamos ser amigos para sempre, que nos íamos encontrar frequentemente, que tudo ia ficar na mesma…. Nunca acreditei muito nisso. Não tive nunca a ilusão de que éramos donos do tempo e que o podíamos parar só porque queríamos. Mas na verdade esperava que pelo menos mais alguns ficássemos unidos, não necessariamente que nos continuássemos a encontrar com a mesma frequência que antes, mas pelo menos que ainda tivéssemos algumas coisas para partilhar.
Mas enfim, também esta frustração se foi esbatendo com o passar deste ano que acabou por ser de crises superadas e muitas mudanças…mas sempre para melhor.

Por agora acabou, em Setembro há mais!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A noite mais longa do Porto....


S. João do Porto, eremita natural do Porto, ( séc. IX ), viveu a sua vida eremítica na região de Tuy, em frente a Valença, tendo sido sepultado em Tuy. No séc. XVII ainda aí se conservavam as sua relíquias, de grande veneração entre os fieis, que acreditavam que S. João os salvaria das febres. Diz a tradição , que a cabeça de S. João do Porto, foi trazida pela Rainha Mafalda no séc. XII, para a Igreja de São Salvador da Gandra e que parte dessa relíquia teria sido levada para a capela da " Santa Cabeça ", na Igreja de N ª Sra. Da Consolação, na Cidade do Porto. O facto da sua festa se ter celebrado a 24 de Junho talvez explique o facto de ter o seu culto sido absorvido pelo de S. João Baptista, cujo nascimento ocorreu no mesmo dia 24 de Junho e a que o povo dedicou através dos tempos forte devoção e grandes festas, mantendo-se ainda hoje muito viva a tradição das fogueiras de S. João de origem muito antiga, ao mesmo tempo que substituíam as festas pagãs do solstício.
Festas de forte caris popular, o S. João do Porto é uma festa que nasce espontaneamente, nada se encontra combinado, embora a festa se vá preparando discretamente durante o dia, é normalmente depois do jantar, constituído por sardinhas assadas, batatas cozidas e pimentos ou entrecosto e fêveras de porco na brasa, acompanhadas de óptimas saladas , jantar obviamente regado com vinho verde ou cerveja, mais modernamente. Findo o jantar, os grupos de amigos começam a encontrar-se, organizando rusgas de S. João, como são chamadas. As pessoas muniam-se de alhos pôrros e molhos de cidreira , actualmente as armas, são outras, mudaram para martelos de plástico, duros e ruidosos, mas que acabaram por ser bem aceites e hoje já fazem parte da tradição, Há alguns anos atrás, o S. João limitava-se a uma área da cidade que era constituída, pelas Fontaínhas ( Ponto nevrálgico ), R. Alexandre Herculano, Praça da Batalha, R. Santa Catarina, R. Formosa ou R. Fernandes Tomás, R. de Sá da Bandeira, R. Passos Manuel, Praça da Liberdade, Av. dos Aliados, R. dos Clérigos, Praça de Lisboa, e no retorno, subindo-se a R. de S. António, estava praticamente concluído o percurso obrigatório. A par deste percurso, que juntava para cima de meio milhão de pessoas, que tornavam as ruas pejadas de gente, e onde não há atropelos, as zaragatas são de imediato sustidas pelos populares, os beligerantes rapidamente selam a paz com mais um copo e uma pancada de alho pôrro de amizade. O S. João do Porto é uma festa onde ricos e pobres convivem uma noite de inteira fraternidade e onde a festa é constante. Nos bairros, a festa continua e as comissões organizadoras de cada uma mantém o baile animado até altas horas da madrugada. No tempo áureo do alho pôrro quem chegasse ao Porto vindo de fora, estranharia o odor espalhado pela cidade...efectivamente ela cheirava a alho!
Nos dias de hoje, o S. João espalhou-se pela cidade, além do seu palco tradicional, estendeu-se até a Ribeira, ás Praias da Foz , á Boavista e por ai fora. Vai as discotecas, aos pubs e bons restaurantes. Tornou-se mais cosmopolita e em alguns casos mais selectivo . Modernizou-se, sofisticou-se e de certa forma, acompanhou os tempos ,até penso que se tornou mais jovem.
Mas muita da tradição ainda se mantém: Em barracas ou espalhados pelo chão lá estão os manjericos ( Planta tradicional do S. João ) , as tendas das fogaças, as farturas, o algodão doce, as pipocas, as barracas da sardinha assada e dos comes e bebes. Os matraquilhos, os carroceis, as pistas dos carros. As tendas de venda das louças de barro, das cutelarias, o tiro ao alvo e as tômbolas. Durante toda a noite, centenas de balões são lançados e muito fogo de artificio particular é queimado, pela meia-noite o tradicional fogo de artificio da Câmara Municipal, faz sempre furor pela sua beleza. No fim e já alta madrugada é ver os foliões procurarem as padarias onde o pão acabado de fazer e ainda quentinho vai confortar as barrigas para um merecido descanso.

(texto original publicado na Revista Ponto de Encontro, 2001)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

E depois do adeus

Peço desculpa a todos os que costumam ler o meu blog para se divertirem. Mas hoje a minha alma é uma cidade cheia de sombras e isso também tem de ser expresso. Na vida não há só coisas boas....mas não levo a mal se passarem à frente.



A gota pende
A gota deixou de pender
dito sueco


Partiste e deixaste -me ás voltas com reflexões sobre a fragilidade da vida e sobre o tão pouco que somos, simples partículas à deriva na imensidão do universo. Ontem fizeste me perceber o quão fina é a corda que nos prende a este mundo e a necessidade, que cada vez mais sinto, de aproveitar cada momento e cada lugar.
Partiste para um mundo melhor, eu sei. Também por aqui nunca tiveste muita sorte. Quantas vezes te esqueceste te ti mesma e te perdeste no meio de nós, que só agora nos apercebemos verdadeiramente da importância que tiveste nas nossas vidas?
Deram-te o nome de vitória, já quase que adivinhando as imensas batalhas que terias de travar nesta vida, contra tudo e contra todos. Mas esta foi a derradeira, a última e a maior de todas, a batalha contra ti mesma, contra o teu próprio corpo. Não venceste, mas não faz mal. Partiste quando sentiste que devias porque o sofrimento já começava a ser demasiado para ti e para nós....como sempre pensaste em nós!
Apesar de a alma me doer por dentro não derramei uma lágrima, ninguém que te conhecesse o conseguiria fazer. Todos perferimos lembrar a tua infinita alegria de criança, os conselhos atrevidos, o fervor clúbistico áté ao último minuto....
A vida não me deu muito tempo para me despidir de ti, nem em vida nem depois dela. Foi sempre assim, vivemos concentrados nas nossas vidas apressadas e, fomos sempre adiando a atenção o carinho que te deviamos ter dado "Vou lá um destes fins de semana"; "Quando estiver de ferias" "É muito longe, mas temos de ir à Toya" e depois,adiávamos, lá telefonavamos de dois em dois dias so para aliviar a consicência e lá iamos seguinos com as mesmas rotinas frenéticas de sempre....como se tu estivesses sempre à nossa espera!
Fizeste bem em ir. Nós ficamos bem. As nossas vidas pouco ou nada mudaram e pode ser que agora tenhas finalmente a oportunidade de ser feliz....
Obrigada por tudo o que me deste, por tudo o que me ensinaste.
Até sempre....
E se puderes vê se fazes uma forçazinha aí onde estás para aquilo que nós sabemos, para aquilo que sempre adoraste!!!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

As 3 Mosqueteiras....

Foi na tarde chuvosa de ontem, domingo, dia de eleições europeias, que eu percebi que não é preciso muito para me divertir com as amigas....

A Ana tinha já lançado o desafio, na semana passada ,para irmos assistir à actuação de um colega dela (o sr. Henrique Lopes), que toca Baixo num dos combos da Valentim de Carvalho.

Porque, segundo palavras do próprio músico "não tinhamos mais nada que fazer"..., porque nos apetecia estar juntas e porque adoramos música, lá fomos....

O evento prometia. O espaço escolhido recebe cinco estrelas da minha parte numa votação dos melhores lugares de diversão alternativa na cidade. O Bryner 85, uma casa recuperada, bar e "café concerto" bem no coração da cidade na actualmente conhecida como"zona das artes": Miguel Bombarda, Cedofeita....(fica aqui o link o para mais informações: http://www.myspace.com/breyner85 Recomendo vivamente!)- a foto não corresponde ao espaço.

Só que o local acabou por ser mal escolhido para o dia em questão porque o único local com espaço suficiente para um evento daqueles era o quintal do edíficio, onde montaram um palco e uma eplanada. De facto não foi o adequado para o dia de chuva que se pôs.

Assim sendo, nem o primeiro combo acabou de tocar....(era uma banda jazz com uma vocalista espectacular!).
Não chegamos de todo a ouvir o único músico que conheciamos....
Podiamo-nos ter dado por vencidas, mas nós não somos desse género.
Esperamos um pouco no corredor a ver se a chuva passava e aí, nos escassos 5 segundos que contactamos com a referida personagem, ficamos a saber que seu baixo comunica. Disse-nos "olá eu sou a Alice". Acreditem...é mesmo verdade!

Bom, como a chuva não passava, desistimos dos planos que tinhamos e demos uma corridinha a abrigar-nos na Leitaria da Quinta do Paço onde lanchamos os melhores "éclairs" do mundo! Conversamos sobre os temas habituais, sempre soltando uma ou outra má lingua.


Como não estávamos ainda preparadas para regressar a casa, à noite de política, fomos andando, sempre por entre a chuva, tentando ver aonde o destino nos levava..... (obviamente estou a poetizar!)
Subimos a Avenida por entre a Feira do Livro, recusando sempre todas as ofertas que nos fizeram, e acabamos por chegar à cascata do S.João montada em frente à camara. Por minutos fomos crianças, tiramos fotografias hilariantes (esta é dedicada ao Roberto e L.Filipe) e atiramos uma moeda à fonte para dar boa sorte.
Como não parava de chover, fomos para a taberna....


Momentos maravilhosos nesta tarde com vocês: não posso escrever ou não consigo transmitir as frases, os olhares, os sorrisos, as gargalhadas, mas isso também vai ficar para sempre....


No fim, há que tirar uma foto para recordar este dia ...(nem que seja no metro).


ADORO-VOS

PS_Joana diz-me so se concordas comigo "somos doidas mas divertimo-nos bastante"


















segunda-feira, 1 de junho de 2009

Coincidências sinistras

Aqui fica mais um conjunto de informações que me chegou por e-mail. Admito que desta vez me causou um certo arrepio.
Por favor, quem conseguir explicar este mistério da história americana,sem ser pela teoria da reencarnação ou algo igualmente rebuscado que se pronuncie. Eu e umas dezenas de milhões ficamos agradecidos!


Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.

Abraham Lincoln foi eleito Presidente em 1860.
John F. Kennedy foi eleito Presidente em 1960.

Ambos se preocupavam muito com os direitos civis.
Ambas as suas mulheres perderam crianças enquanto habitavam a casa branca.

Ambos os Presidentes foram assassinados numa sexta-feira.
Ambos os Presidentes levaram um tiro na cabeça.

O secretário de Lincoln chamava-se Kennedy,
O secretário de Kennedy chamava-se Lincoln.

Ambos foram assassinados por alguém dos estados do sul.
Ambos os Presidentes foram sucedidos por um homem do sul chamado Johnson.

Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908
.

John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839...
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939...

Ambos os seus nomes eram formados por 15 letras.

Lincoln foi assassinado num teatro chamado "Ford"
Kennedy foi assassinado num carro da marca Lincoln, feito pela "Ford"

Lincoln foi assassinado num teatro e o seu assassino correu para um armazém para se esconder.
Kennedy foi assassinado a partir dum armazém e o seu assassino fugiu para um teatro e escondeu-se lá.

Booth e Oswald foram assassinados antes do seu processo.

Uma semana antes de Lincoln ser assassinado, ele esteve em Monroe, no estado de Maryland
Uma semana antes de Kennedy ser assassinado, ele esteve com Marilyn Monroe.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Espanhol técnico

Oh pah!
Eu não queria, juro que não..... ele é que faz estas figuras tristes só pa vir parar ao meu blog!