quarta-feira, 22 de julho de 2009

Música para o coração



Já foi no dia 18,sábado, mas na minha cabeça parece que ainda foi ontem: os sons, as luzes, a energia das pessoas, o rio ali ao nosso lado e a animação estampada no rosto da minha maninha.
Para mim, sem dúvida que o último dia do Festival Marés Vivas foi a melhor noite de todo o verão!
A noite não começou exactamente da mesma forma como acabou,o que foi ainda melhor: foi em crescendo.
Saimos bastante tarde de casa, mal sabíamos o caminho para o Cabedelo e tivemos de deixar o carro a uma ditância de, no mínimo, um quilómetro do recinto de espectáculos (juro que não estou a exagerar!) .
Do concerto da Collbie Caillat só ouvimos duas musiquinhas e ainda assim fora do recinto,mas também não posso dizer que tenha ficado propriamente com pena!
O primeiro concerto que realmente ouvimos "na íntegra" foi o de Jason Mraz.
Admito que fiquei desiludida. À primeira vista parecia que a maioria dos espectadores seriam fãs do cantor: os chinelos de praia e chapéus pousados de lado no alto das cabeças evidenciavam o esse facto. Porém, a animação ficou aquém das expectativas, pelo menos pareceu-me. Só os êxitos realmente mais conhecidos conseguiram verdadeiramene a adesão do público. Não fossem os joguinhos vocais e a apropriação de dois êxitos alheios de grande renome e o concerto podia ter sido classificado como "morno".
Por fim, a banda por que eu tanto ansiava.
Para ser franca, até me custa expôr por palavras o que para mim representou aquele concerto depois do ano dificil por que passei.
Tocaram as músicas dos três álbuns, as canções que estou habituada a agregar aos melhores e aos piores momentos da minha vida. O resultado acabou por ser uma magnifica combinação de baladas cheias de tranquilidade e nostalgia com os recentes êxitos marcados pela luz intensa, cores vivas e sons de guitarras eléctricas.
Foram duas horas de glória em que a multidão vibrou com um astral que não podia ter sido mais positivo. Eu e minha mana sentimos aquelas músicas de forma muito intensa, querendo absorver cada som, cada palavra.... e acabamos por despertar um pouco a curiodidade das pessoas que estavam em nosso redor!
De facto, uma parte importante do concerto foi mesmo o facto de estarmos ali as duas, que partilhamos a mesma paixão e compreendemos aquela banda da mesma maneira! Claro que ainda falamos algumas vezes na nossa Ju....tivemos tanta pena que não pudesses lá estar!
Nunca mais vou esquecer aqueles momentos: ver pela primeira ao vivo os companheiros de tantos momentos, levantar os telemóveis para iluminar o ar durante o "You don´t see me", dançar despreocupadamente o "Perfect Simetry", olhar de relance para o outro lado do rio durante o "Somewhere only we know"e ver pequenos pontos de luz nos edifícios da minha cidade que tanto adoro. Também vou guardar para sempre as inúteis tentativas do vocalista da banda (Tom Chapiln) para falar português : "Biba Gaia!"; " Vocês são um bom pobo!" (soou a tradução da internet, não?).
Foi tão bom cantar o "Bedshaped" de mão dada no ar com a minha maninha, de rir com os movimentos energicos de toda a banda em palcos voltar para trás quando já estávamos perto da saída para ouvir o últimos dos três encores - uma versão soft de "Under Pressure" dos não menos britânicos Queen - quando já toda a gente estava convencida de que o espectáculo estava terminado.
E rio,calmo e sereno, sempre ali ao lado....
Quando regressava a casa recordei uma emoção que sentia quando era criança e associava sempre ao natal: fartamos-nos de esperar por um momento determinado, vivemos intensamente esse momento e quando acaba, percebemos que o melhor já passou e que foi extraordinariamente curto!
Parece complicado? Bom, eram 4.30 da manhã e estava a morrer de sono quando me ocorrerm estas ideias! XD








segunda-feira, 6 de julho de 2009

Balanço

Acabou. O meu ano de caloira já passou. Depois de hoje não haverá mais praxes, doutores arrogantes, desculpas para não estudar por ainda me estar a ambientar ao mundo universitário, métodos de estudo experimentais….
Apesar de tudo foi bom, foi óptimo. Sobrevivi às praxes, fiz grandes amigos e aprendi a organizar o meu estudo para alcançar bons resultados.
Esta entrada no mundo universitário foi na verdade muito mais fácil do que aquilo que eu esperava quando há um ano atrás acabei os exames e andava por aí apoiada nas minhas duas grandes amigas a tentar metalizar-me para os horrores da minha nova vida. XD
Talvez a resposta para as minhas inquietações tenha acabado por ser a carrada de amigos que acabei logo por fazer na universidade, a minha família académica que me tem protegido, apoiado e divertido sempre que foi necessário. Um grande obrigado à madrinha, à titia vera, à Diana Cherrry, à Catarina e à Inês, ao Rui, à Branquinha, ao Roberto, aos Filipes, ao Hugo, ao Patrício e claro, à Marta! Espero não me ter esquecido de ninguém.

Mas a lição mais importante que acabei por retirar deste ano de mudanças foi a de que nem sempre aquilo que julgámos garantido dura para sempre. Aqui à um ano atrás, o “grupinho do secundário” por ai a jurar que íamos ser amigos para sempre, que nos íamos encontrar frequentemente, que tudo ia ficar na mesma…. Nunca acreditei muito nisso. Não tive nunca a ilusão de que éramos donos do tempo e que o podíamos parar só porque queríamos. Mas na verdade esperava que pelo menos mais alguns ficássemos unidos, não necessariamente que nos continuássemos a encontrar com a mesma frequência que antes, mas pelo menos que ainda tivéssemos algumas coisas para partilhar.
Mas enfim, também esta frustração se foi esbatendo com o passar deste ano que acabou por ser de crises superadas e muitas mudanças…mas sempre para melhor.

Por agora acabou, em Setembro há mais!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A noite mais longa do Porto....


S. João do Porto, eremita natural do Porto, ( séc. IX ), viveu a sua vida eremítica na região de Tuy, em frente a Valença, tendo sido sepultado em Tuy. No séc. XVII ainda aí se conservavam as sua relíquias, de grande veneração entre os fieis, que acreditavam que S. João os salvaria das febres. Diz a tradição , que a cabeça de S. João do Porto, foi trazida pela Rainha Mafalda no séc. XII, para a Igreja de São Salvador da Gandra e que parte dessa relíquia teria sido levada para a capela da " Santa Cabeça ", na Igreja de N ª Sra. Da Consolação, na Cidade do Porto. O facto da sua festa se ter celebrado a 24 de Junho talvez explique o facto de ter o seu culto sido absorvido pelo de S. João Baptista, cujo nascimento ocorreu no mesmo dia 24 de Junho e a que o povo dedicou através dos tempos forte devoção e grandes festas, mantendo-se ainda hoje muito viva a tradição das fogueiras de S. João de origem muito antiga, ao mesmo tempo que substituíam as festas pagãs do solstício.
Festas de forte caris popular, o S. João do Porto é uma festa que nasce espontaneamente, nada se encontra combinado, embora a festa se vá preparando discretamente durante o dia, é normalmente depois do jantar, constituído por sardinhas assadas, batatas cozidas e pimentos ou entrecosto e fêveras de porco na brasa, acompanhadas de óptimas saladas , jantar obviamente regado com vinho verde ou cerveja, mais modernamente. Findo o jantar, os grupos de amigos começam a encontrar-se, organizando rusgas de S. João, como são chamadas. As pessoas muniam-se de alhos pôrros e molhos de cidreira , actualmente as armas, são outras, mudaram para martelos de plástico, duros e ruidosos, mas que acabaram por ser bem aceites e hoje já fazem parte da tradição, Há alguns anos atrás, o S. João limitava-se a uma área da cidade que era constituída, pelas Fontaínhas ( Ponto nevrálgico ), R. Alexandre Herculano, Praça da Batalha, R. Santa Catarina, R. Formosa ou R. Fernandes Tomás, R. de Sá da Bandeira, R. Passos Manuel, Praça da Liberdade, Av. dos Aliados, R. dos Clérigos, Praça de Lisboa, e no retorno, subindo-se a R. de S. António, estava praticamente concluído o percurso obrigatório. A par deste percurso, que juntava para cima de meio milhão de pessoas, que tornavam as ruas pejadas de gente, e onde não há atropelos, as zaragatas são de imediato sustidas pelos populares, os beligerantes rapidamente selam a paz com mais um copo e uma pancada de alho pôrro de amizade. O S. João do Porto é uma festa onde ricos e pobres convivem uma noite de inteira fraternidade e onde a festa é constante. Nos bairros, a festa continua e as comissões organizadoras de cada uma mantém o baile animado até altas horas da madrugada. No tempo áureo do alho pôrro quem chegasse ao Porto vindo de fora, estranharia o odor espalhado pela cidade...efectivamente ela cheirava a alho!
Nos dias de hoje, o S. João espalhou-se pela cidade, além do seu palco tradicional, estendeu-se até a Ribeira, ás Praias da Foz , á Boavista e por ai fora. Vai as discotecas, aos pubs e bons restaurantes. Tornou-se mais cosmopolita e em alguns casos mais selectivo . Modernizou-se, sofisticou-se e de certa forma, acompanhou os tempos ,até penso que se tornou mais jovem.
Mas muita da tradição ainda se mantém: Em barracas ou espalhados pelo chão lá estão os manjericos ( Planta tradicional do S. João ) , as tendas das fogaças, as farturas, o algodão doce, as pipocas, as barracas da sardinha assada e dos comes e bebes. Os matraquilhos, os carroceis, as pistas dos carros. As tendas de venda das louças de barro, das cutelarias, o tiro ao alvo e as tômbolas. Durante toda a noite, centenas de balões são lançados e muito fogo de artificio particular é queimado, pela meia-noite o tradicional fogo de artificio da Câmara Municipal, faz sempre furor pela sua beleza. No fim e já alta madrugada é ver os foliões procurarem as padarias onde o pão acabado de fazer e ainda quentinho vai confortar as barrigas para um merecido descanso.

(texto original publicado na Revista Ponto de Encontro, 2001)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

E depois do adeus

Peço desculpa a todos os que costumam ler o meu blog para se divertirem. Mas hoje a minha alma é uma cidade cheia de sombras e isso também tem de ser expresso. Na vida não há só coisas boas....mas não levo a mal se passarem à frente.



A gota pende
A gota deixou de pender
dito sueco


Partiste e deixaste -me ás voltas com reflexões sobre a fragilidade da vida e sobre o tão pouco que somos, simples partículas à deriva na imensidão do universo. Ontem fizeste me perceber o quão fina é a corda que nos prende a este mundo e a necessidade, que cada vez mais sinto, de aproveitar cada momento e cada lugar.
Partiste para um mundo melhor, eu sei. Também por aqui nunca tiveste muita sorte. Quantas vezes te esqueceste te ti mesma e te perdeste no meio de nós, que só agora nos apercebemos verdadeiramente da importância que tiveste nas nossas vidas?
Deram-te o nome de vitória, já quase que adivinhando as imensas batalhas que terias de travar nesta vida, contra tudo e contra todos. Mas esta foi a derradeira, a última e a maior de todas, a batalha contra ti mesma, contra o teu próprio corpo. Não venceste, mas não faz mal. Partiste quando sentiste que devias porque o sofrimento já começava a ser demasiado para ti e para nós....como sempre pensaste em nós!
Apesar de a alma me doer por dentro não derramei uma lágrima, ninguém que te conhecesse o conseguiria fazer. Todos perferimos lembrar a tua infinita alegria de criança, os conselhos atrevidos, o fervor clúbistico áté ao último minuto....
A vida não me deu muito tempo para me despidir de ti, nem em vida nem depois dela. Foi sempre assim, vivemos concentrados nas nossas vidas apressadas e, fomos sempre adiando a atenção o carinho que te deviamos ter dado "Vou lá um destes fins de semana"; "Quando estiver de ferias" "É muito longe, mas temos de ir à Toya" e depois,adiávamos, lá telefonavamos de dois em dois dias so para aliviar a consicência e lá iamos seguinos com as mesmas rotinas frenéticas de sempre....como se tu estivesses sempre à nossa espera!
Fizeste bem em ir. Nós ficamos bem. As nossas vidas pouco ou nada mudaram e pode ser que agora tenhas finalmente a oportunidade de ser feliz....
Obrigada por tudo o que me deste, por tudo o que me ensinaste.
Até sempre....
E se puderes vê se fazes uma forçazinha aí onde estás para aquilo que nós sabemos, para aquilo que sempre adoraste!!!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

As 3 Mosqueteiras....

Foi na tarde chuvosa de ontem, domingo, dia de eleições europeias, que eu percebi que não é preciso muito para me divertir com as amigas....

A Ana tinha já lançado o desafio, na semana passada ,para irmos assistir à actuação de um colega dela (o sr. Henrique Lopes), que toca Baixo num dos combos da Valentim de Carvalho.

Porque, segundo palavras do próprio músico "não tinhamos mais nada que fazer"..., porque nos apetecia estar juntas e porque adoramos música, lá fomos....

O evento prometia. O espaço escolhido recebe cinco estrelas da minha parte numa votação dos melhores lugares de diversão alternativa na cidade. O Bryner 85, uma casa recuperada, bar e "café concerto" bem no coração da cidade na actualmente conhecida como"zona das artes": Miguel Bombarda, Cedofeita....(fica aqui o link o para mais informações: http://www.myspace.com/breyner85 Recomendo vivamente!)- a foto não corresponde ao espaço.

Só que o local acabou por ser mal escolhido para o dia em questão porque o único local com espaço suficiente para um evento daqueles era o quintal do edíficio, onde montaram um palco e uma eplanada. De facto não foi o adequado para o dia de chuva que se pôs.

Assim sendo, nem o primeiro combo acabou de tocar....(era uma banda jazz com uma vocalista espectacular!).
Não chegamos de todo a ouvir o único músico que conheciamos....
Podiamo-nos ter dado por vencidas, mas nós não somos desse género.
Esperamos um pouco no corredor a ver se a chuva passava e aí, nos escassos 5 segundos que contactamos com a referida personagem, ficamos a saber que seu baixo comunica. Disse-nos "olá eu sou a Alice". Acreditem...é mesmo verdade!

Bom, como a chuva não passava, desistimos dos planos que tinhamos e demos uma corridinha a abrigar-nos na Leitaria da Quinta do Paço onde lanchamos os melhores "éclairs" do mundo! Conversamos sobre os temas habituais, sempre soltando uma ou outra má lingua.


Como não estávamos ainda preparadas para regressar a casa, à noite de política, fomos andando, sempre por entre a chuva, tentando ver aonde o destino nos levava..... (obviamente estou a poetizar!)
Subimos a Avenida por entre a Feira do Livro, recusando sempre todas as ofertas que nos fizeram, e acabamos por chegar à cascata do S.João montada em frente à camara. Por minutos fomos crianças, tiramos fotografias hilariantes (esta é dedicada ao Roberto e L.Filipe) e atiramos uma moeda à fonte para dar boa sorte.
Como não parava de chover, fomos para a taberna....


Momentos maravilhosos nesta tarde com vocês: não posso escrever ou não consigo transmitir as frases, os olhares, os sorrisos, as gargalhadas, mas isso também vai ficar para sempre....


No fim, há que tirar uma foto para recordar este dia ...(nem que seja no metro).


ADORO-VOS

PS_Joana diz-me so se concordas comigo "somos doidas mas divertimo-nos bastante"


















segunda-feira, 1 de junho de 2009

Coincidências sinistras

Aqui fica mais um conjunto de informações que me chegou por e-mail. Admito que desta vez me causou um certo arrepio.
Por favor, quem conseguir explicar este mistério da história americana,sem ser pela teoria da reencarnação ou algo igualmente rebuscado que se pronuncie. Eu e umas dezenas de milhões ficamos agradecidos!


Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.

Abraham Lincoln foi eleito Presidente em 1860.
John F. Kennedy foi eleito Presidente em 1960.

Ambos se preocupavam muito com os direitos civis.
Ambas as suas mulheres perderam crianças enquanto habitavam a casa branca.

Ambos os Presidentes foram assassinados numa sexta-feira.
Ambos os Presidentes levaram um tiro na cabeça.

O secretário de Lincoln chamava-se Kennedy,
O secretário de Kennedy chamava-se Lincoln.

Ambos foram assassinados por alguém dos estados do sul.
Ambos os Presidentes foram sucedidos por um homem do sul chamado Johnson.

Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908
.

John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839...
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939...

Ambos os seus nomes eram formados por 15 letras.

Lincoln foi assassinado num teatro chamado "Ford"
Kennedy foi assassinado num carro da marca Lincoln, feito pela "Ford"

Lincoln foi assassinado num teatro e o seu assassino correu para um armazém para se esconder.
Kennedy foi assassinado a partir dum armazém e o seu assassino fugiu para um teatro e escondeu-se lá.

Booth e Oswald foram assassinados antes do seu processo.

Uma semana antes de Lincoln ser assassinado, ele esteve em Monroe, no estado de Maryland
Uma semana antes de Kennedy ser assassinado, ele esteve com Marilyn Monroe.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Espanhol técnico

Oh pah!
Eu não queria, juro que não..... ele é que faz estas figuras tristes só pa vir parar ao meu blog!