segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Vou começar a construir miniaturas da Torre dos clérigos

No passado dia 13 de Novembro, Silvio Berlusconi foi agredido na cara por um homem em fúria que utilizou para tal uma miniatura da Catedral de Milão.
Partiu dois dentes, o nariz e um litro de sangue.
O homem em causa infelizmente tinha problemas mentais. Assim, ninguém se apercebeu de que deve ser o único desgraçado em Itália a fazer alguma coisa contra aquele...( é melhor nao usar este tipo de linguagem!)
Vou contrutir miniaturas da Torre dos Clérigos (ou da Torre de Belém para eles saberem identificar) e aplicar o mesmo tratamento aos nosso políticos. Que tal
?




segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Era uma vez um muro que dividiu o mundo....



Comemoram-se hoje 20 anos sobre a queda do muro de Berlim, a parede que dividiu a Europa e o mundo durante mais de 25 anos.


Foi na noite de 8 para 9 de Novembro de 1989 que "o muro caiu" e com ele o mundo mudou. Este foi o ano em que a maioria de nós nasceu e por isso, é natural que não saibamos nada sobre o modo como tudo se passou e muito menos sobre como era o mundo no tempo em que existia o muro.


Gostava de poder ajudar mas a verdade é que eu nasci ainda mais tarde. Vou tentar fazer o melhor que sei.
Assim, após a II Guerra Mundial, a cidade de Berlim ficou dividido em duas partes: o lado oeste, ocupado pelos Aliados (GB, França,EUA) e o lado este, de domínio soviético. Ao meio encontrava-se o famoso "Checkpoint Charlie" e a Porta de Brandeburgo.


O mundo começara entretanto a separar-se cada vez mais entre o mundo ocidental, capitalista, de influência americana e o mundo comunista dominado pela União Soviética e países satélites como a (Checoslováquia e a Roménia...).


Em 1961, as autoridades do Leste decidiram contruir um enorme muro de betão que travasse a crescente migração de cidadãos qualificados dos vários países do Leste para a Alemanha oeste (a então RFA enquanto que o lado este se designava por RDA).


E assim, a cidade de Berlim, a Alemana, a Europa e o mundo ficaram divididos por uma gigantesca a parede de betão.


Mas para além da prede em si, a divisão mais perigosa era,sem dúvida a "linha da morte": quilómetros de arame farpado que separavam os dois lados nos arredores da cidade e nos quais, soldados armados (dos dois lados) tinham ordem para disparar a matar sobre quem se atrevesse a tentar passar a barreira.



Em 1989, o poderio da a União Soviética balançava sob influência da "perestroika" , conduzindo ao desanuviamento das relações entre o Este e o Oeste, o que, por sua vez ,permitiu a moblização popular dos descontentes com o muro para o seu derrube.


Nos dois anos seguintes(até 1991) estalaram revoltas populares contra o comunismo em todos os países do Leste e, um por um, os países da esfera soviética foram cedendo ao inevitável.


E assim, o mundo mudou....





Factos:



  • à 1da manhã de domingo,13 de agosto de 1961, milhares de soldados armados da RDA, começaram a contrução do muro que iria isolar completamente a zona de Berlim ocupada pelos Alidos, dividindo a cidade em duas.


  • enquanto o muro estava ainda em construção, o guarda fronteiriço Conrad Schumann (19 anos) fugiu por cima de rolos de arame farpado com a arma caindo do braço e o casaco em farrapos;


  • às 6 horas da manhã, são fechadas todas as 193 ruas que estão nos extremos das fronteiras. Os berlinenses de ambos os lados, ao acordar, encontram-se incomunicáveis com as famílias e os amigos do outro lado;


  • em setembro de 1961, a vista de Berlim Oeste para o Leste da parte de cima de um autocarro torna-se atracção turística;


  • as crianças que nasciam em ambos os lados eram muitas vezes mostradas aos familiares que viviam do outro lado, erguidas nos braços dos pais acima do muro.


  • em outubro de 1961, dois polícias da RFA ajudam um rapaz de 17 anos a passar por cima do Muro;


  • acenar era uma das raras formas de tomar contacto com amigos e família do outro lado do muro;


  • na Beranuer strasse, junto ao muro, as janelas dos prédios foram tapadas com cimento para evitar fugas do lado Este para o Oeste;


  • o muro interrompia o acesso ao mais famoso marco de Berlim, a Porta de Bradenburgo, com 170 anos, mandada construit por Guilhereme da Prússia e que, ironicamente, representava a paz;


  • Peter Fecter, de 18 anos, morreu ensaguentado após ter sido baleado enquanto subia muro em 17 de Agosto de 1962. Ninguém o ajudou pois ambos os lados temiam que o outro disparasse. Como reacção, berlinenses ocidentais apederjaram o muro;


  • "Eu sou um berlinense" foi a declaração memorável do presidente dos EUA, John F. Kennedy durante uma visita a Berlim em 26 de Junho de 1963. Foi um impulso moral para Berlim Oeste que temia a ocupação pelos comunistas;


  • em 29 de Março de 1981, o muro abriu pela 1ª vez durante 7 dias 20 anos, permitindo aos cidadãos de leste visitar cidades do lado ocidental;


  • ademolição começou a 9 de Novembro de 89, vieram pessoas de toda a parte com martelos. Em poucas semanas os bulldozers reduziram o muro a pedaços;


Os números:



  • muros externos: 155 Km


  • vedações: 2861,55Km


  • torres de vigilância: 302


  • investidas com cães: 259


  • mortos ao tentar passar o muro: 136


  • mortos ao tentarem ultrapassar a fronteira leste/oeste: 1347


  • fugas com êxito (estimativa): 5000


  • números de soldados que fugiram: 2000


Fugas espantosas:



  1. 8 berlinenses a bordo de um barco de turismo conseguiram que o capitão e o maquinista se embriagassem e escaparam para um porto do ocidente;


  2. 2 casais e os seus 4 filhos fabricaram um balão de ar quente e passaram para o ocidente;


  3. um automóvel, que de tão minúsculo, não foi revistado, mas tinha sido adaptado para esconder um ser humano e atravessou 9 vezes a fronteira com fugitivos;


  4. um maquinista conduziu uma composição do metro a alta velocidade e passou a fronteira com 24 amigos e familiares;


  5. um engenheiro nadou 22Km puxado pelo seu mini-submarino de fabrico caseiro para um porto ocidental no báltico;



outros muros:



  • linha da paz: divide bairros protestantes e católicos na Irlanda do Norte


  • muro divisório entre a parte Grega e a parte Turca da ilha de Chipre


  • muro que isola os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla no Norte de África, para travar a emigração ilegal;


  • muro que separa a fronteira dos EUA e do México para combater o tráfico de droga e a emigração ilegal;


  • muro que isola a cijordânia (constraído por Israel)


  • muro em contrução que isola duas favelas do Rio de Janeiro(alegadamente para proteger a floresta tropical);

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Limpar Portugal!

Limpar Portugal!
A ideia é simples.
Vamos criar uma onda de activismo cívico.

Convidamos, todos aqueles que se preocupam com o ambiente a juntarem-se a nós, para limpar-mos todos os resíduos ilegais do nosso país que se encontram espalhados pelas nossas florestas, estradas, trilhos e outras áreas públicas, num só dia.Para tal, basta que se inscrevam em - http://limparportugal.ning.com/ - e depois adicionam-se ao concelho que mais gostem.

A ideia não é nova, a 3 de Maio de 2008, cerca de 50000 voluntários na Estónia recolheram cerca de 10.000 toneladas de resíduos ilegais num só dia. Para compreenderem bem a ideia, vejam a reportagem desta história .



Junte-se a nós!
NÓS VAMOS, E TU, VAIS FICAR NO SOFÁ...

Visite LimparPortugal em:
http://limparportugal.ning.com/

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Justiça ou barbaridade?

No próximo dia 10 de outubro (sábado), vai comemorar-se o Dia Europeu contra a Pena de Morte. De facto, na Europa já passaram mais de 50 anos desde o fim das execuções (excluindo o espaço que foi da ex-URSS), e em Portugal ainda mais pois o último condenado à morte foi enforcado em 1849.

Talvez porque nessa época nem os meus trisavós eram vivos, não creio que existam no meu código genético nem no de nenhum português condições para aceitar a pena capital como castigo contra os crimes mais graves.

Quando pensamos na palavra "execuções" vêm nos à cabeça os países muçulmanos e do extremo oriente ou mesmo de África, onde os sistemas jucidiciais estão completamente bloqueados pela corrupção, onde os mecanismos não funcionam de uma forma que se assemelhe minimamente à justiça, em que existem conflitos militares ou em que o atraso civilizacional é grande, impedindo que o direito à vida seja considerado um valor fundamental.

Mas não vamos por aí.

Estou a ver um episódio de uma conhecida série americana e fiquei enjoada. Nem sequer consigo expõr as reflexões que dali retirei coerentemente.

Nos EUA existe pena de morte. Isso por si só e grave. Mas muito pior que isto é o modo como ela é aplicada.

Assim, nos EUA, o sistema judicial funciona sempre a través de tribunais de jurí. Os jurados são escolhidos aleatoriamente entre a população local, devem assisitr ao julgamento na totalidade e no final votam a culpa ou inocência do réu. O juíz pode apenas pronunciar-se relativamente a metérias de Direito, ou seja, aos trâmites do processo e à aplicabilidade ou não aplicabilidade das leis em causa (isto numa explicação simplificada para os leitores que não estudam Direito).

As condenações à pena de morte funcionam no mesmo modelo.
O que acontece é que, por não terem quaisquer qualificações jurídicas, os jurados são, muitas vezes, mais influenciados por factores externos ao caso do que propriamente pelos factos em si. Ou seja, têm mais tendência a aceitar as provas apresentadas por testemunhas que consigam trasnmitir maior emotividade e sentimentalismo (uma carecteristica tão americana!) no discurso, e os argumentos de advogados com maiores poderes de retórica.

Claro que não chegamos aos extremos de alguém ser condenado à morte apenas porque o júri gostou mais da expressividade das testemunhas de acusação do que das de defesas, porque o que mais conta são as provas, mas ainda assim existe uma margem muito grande em que a interpretação fica dependente de factores exteriores ao caso. E que em caso de dúvida pode mesmo ser decisiva.

E depois, deixam-nos escolher qual querem que seja a ementa da sua ultima refeição mesmo antes de levarem a injecção letal!!!!!

Agora pergunto, é este o país que todos os fins de semana aceitamos como modelo civilizacional,ao consumirmos os 3 filmes diários que as televisões nos oferecem? É este o país que se assume como representante do mundo ocidental, e da cultura humanista e liberal?

Deixo-vos a pensar sobre isto, mas sem antes referir outra falha grave do grandioso modelo de justça anglo-saxónico, no qual se inspira o sistema americano e que tão orgulhosamente é exposto no cinema e televisão como se fosse quase perfeito.

Em Inglaterra, um jovem português foi condenado e esteve preso cerca de um ano (defenitiva e não reventivamente), acusado de matar a namorada. Única pova do crime: uma imagem pouco nítida e a preto e branco, de uma câmara de trânsito, situada num ponto alto, onde a jovem aparece supostamente com a carteira ao ombro, pouco antes de desaparecer, mala essa que mais tarde foi encontrada pela polícia no apartamento onde os dois viviam.
Devo dizer que já por varias vezes vimos essa imagem cá em casa, nos telejornais e ninguém se atreve a afirmar com certeza que o traço mais escuro junto ao corpo da rapariga é de facto a alsa da referida mala. Só o tribunal inglês é que não teve quaisquer problemas em fazê-lo.

Voltando agora a Portugal. Passamos a vida a queixar-nos de que a justiça em Portugal funciona mal, que os tribunais são lentos, que as condenações são un desastre, que a pena máxima é de 25 anos quer se mate uma pessoa ou 100, que os corruptos nunca são culpados, que o novo Código Penal impede os juízes de actuar como deve de ser,etc.

É tudo verdade, está certo mas hoje não posso deixar de concordar com aqueles autores defendem um principio de Direito básico "in dubio pro reu", que é como que diz " em caso de dúvida dá-se o tratamento mais favorável ao réu".

Digo, sem medo, mais vale, 100 assassinos, violadores, corruptos á solta do que um único inocente na prisão.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

As amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Sophia de Mello Breyner Andersen

sábado, 5 de setembro de 2009

Eles andam aí....

Desde há muito tempo que sentia estar em dívida para uns quantos amigos…e amigas, pois sempre achei que um dia haveria de escrever algo relacionado com os ideais que perfilham. Refiro -me àqueles tontinhos que colam autocolantes com a bandeira azul da monarquia na traseira dos carros, ou que colocam mini-estandartes com o mesmo símbolo junto do telefone e que compram pratos decorativos alusivos ao nascimento dos filhos do D. Duarte Pio de Bragança (isto considerando que é efectivamente este o legítimo herdeiro do perdido trono português, descendendo de D. Miguel, e não os Duques de Loulé, descendentes de D. Pedro).
São estas pessoas que citam frequentemente um estudo da extinta revista “Flash” que afirmava que os portugueses, pelo menos no seu íntimo, eram monárquicos uma vez que as vendas da referida revista subiam cerca de 40% de casa vez que os Duques de Bragança apareciam na capa, e que afirmam que uma vez que o Presidente da República ocupa mormente funções representativas, essas funções poderiam facilmente ser desempenhadas por um rei, como aliás acontece na maioria das nações europeias mais desenvolvidas (Suécia, Noruega, Dinamarca, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Espanha…) - como estudante de direito permito-me discordar neste ponto, mas apresentarei apenas os argumentos mais frequente utilizados pelos apoiantes da causa monárquica.


Quando decidi tratar este tema, pensei começar por abordar o carácter monárquico ou republicano da cidade do Porto. Mas acabei por ficar com dúvidas.
Por um lado, o Dr.Júlio Couto – conhecido escritor portuense - afirmou recentemente numa entrevista que o Porto é uma cidade marcadamente republicana, referindo-se aos acontecimentos de 31 de Janeiro de1891, quando pela primeira vez a república foi proclamada no nosso país, mais concretamente à varanda da câmara municipal cidade do Porto. Todavia, a revolta primou pelo amadorismo e não durou mais do que umas horas
No entanto, foi também no Porto que a 19 de Janeiro de 1919, na sequência de um golpe de estado resultante do assassinato do Presidente da República Sidónio Pais foi restaurada a chamada "Monarquia do Norte”, que duraria até 13 de Fevereiro do mesmo ano. Situação esta que contraria definitivamente a tese do Dr. Júlio Couto

Enquanto eu me debatia com este entrave histórico e procurava a melhor maneira de abordar este assunto, os acontecimentos ultrapassaram-me.
Em 2009, ano de crise económica e social, de múltiplas eleições, e quando se aproxima a comemoração dos 100 anos sobre a implantação (definitiva) da Républica em Portugal….os monárquicos começaram a sair do armário e a demonstrar que são, como eu já sabia, mais do que os filhos da fidalguia rural falida, toureiros ou fadistas.
A primeira acção não passou despercebida, quando no dia 10 de Agosto, activistas do blog “31 da Armada” (
http://31daarmada.blogs.sapo.pt/) hastearam a bandeira monárquica na varanda da câmara municipal de Lisboa.
Todavia tiveram a infelicidade de retirar a bandeira do município que lá se encontrava e, por isso acabaram por ser responsabilizados criminalmente.

No dia 20 de Agosto, a proeza repetiu-se na praça da câmara municipal de cascais, e, embora a autoria da acção não tivesse sido reclamada por nenhum blog apoiante da causa monárquica, pelo menos desta vez tiveram a sensatez de não permitir qualquer enquadramento da acção como crime.
Ontem , 4 de Setembro, foi a vez da nossa cidade do Porto aderir ao movimento (tardou mas não falhou!). Desta vez, o trabalho fico a cargos dos seguidores do blog “Portugal Monárquico” (
http://portugal-monarquico.blogspot.com/) e não se ficou por um simples hastear da bandeira….


Para terminar, um abraço a todos os monárquicos de Portugal, e em especial aos que conheço, pois apesar de não me sentir minimamente identificada com a causa, não deixo de admira a sua persistência….e rebeldia!

Reentré

Bom, e depois de umas largas semaninhas de descanso eis que volto agora a activar este blog, caído temporariamente no esquecimento.
Confesso que durante este tempo de paragem varias vezes me assaltaram duvidas sobre se deveria ou não continuar a escrever. Mas recentemente uma conversa com um amigo recordou me inesperadamente a razão porque comecei este blog e bastou então uma revisão aos comentários que foram deixados nos artigos que ao longo de cerca de 6 meses escrevi para perceber que não podia parar….
Por isso aqui estou eu, de volta à acção!

E já agora, apesar da proximidade de um acto eleitoral de tanta importância como as eleições legislativas de 27 de Setembro, prometo não publicar, pelo menos até lá, nenhum artigo de conteúdo marcadamente político.